Simplesmente as coisas de que ontem mais gostavas, as coisas a que davas mais valor acabaram por te fugir por entre os dedos como areia. Ficam embrulhadas numa caixinha, fugindo para longe tal e qual como a areia se enrola nas ondas e se vai, talvez nunca mais voltando e quando volta, volta irreconhecível, como se nunca ali estivesse estado. As coisas fogem, tomam um novo rumo, mudam verdadeiramente e depois de tanto sofrimento acabam por voltar a ser felizes. Tal como o mar, que depois de longas noites frias e ondas violentas acorda calmo e feliz, com toda aquela paz e nostalgia que faz sentir. Calma, segura, com o vento que tudo leva e tudo traz. Assim é, assim será.
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